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Ago 08

Maribel Gonçalves (atletismo), Filipe Bezugo (ginástica), Cristiano Ronaldo e Danny (futebol) são as “baixas” entre os madeirenses para os Jogos Olímpicos que se inciaram ontem em Pequim.

Se a selecção de futebol, tal como é habitual, falhou as olimpíadas, o ginasta do Nacional desta feita não logrou o “passaporte” para Pequim, ao passo que a marchadora do Marítimo obteve os mínimos mas ficou de fora da equipa, em detrimento de Susana Feitor, Inês Henriques e Vera Santos.

Perto de seguir para o Oriente, há que mencionar mais dois outros madeirenses que falharam, por pouco, o apuramento: Dany Gonçalves (no atletismo — 4x100 metros planos) e Flávio Cruz (na selecção nacional sénior masculina de voleibol). Ainda em comparação 2004, a presença insular foi acrescida com mais três atletas nos Jogos Paralímpicos, designadamente com as participações de Rodolfo Alves (atletismo), Alcides Fernandes e Lino Rodrigues (basquetebol), sendo que este ano há também que contar com Emanuel Gonçalves (natação).
Nesta edição dos Jogos Olímpicos, eis os madeirenses presentes:

João Rodrigues (Prancha à vela)
Marco Vasconcelos (Badminton)
Ana Moura (Badminton)
Marcos Freitas (Ténis de Mesa)
Helena Rodrigues (Canoagem)
Alberto Paulo (Atletismo)

Tudo começou em 1928 com a esgrima
A entrada de madeirenses em Jogos Olímpicos começou em 1928, em Amesterdão (Holanda), quando Sebastião Herédia apurou-se na modalidade de esgrima. Quatro anos volvidos, Herédia repetiu a proeza, voltando a marcar presença, no caso em Los Angeles1932, mas então na disciplina de Pentatlo Moderno. Seguiram-se depois 56 anos sem qualquer “sotaque” madeirense na maior competição desportiva do planeta. Foi, pois, necessário esperar até Seul1988, para que um atleta da Região integrasse a comitiva portuguesa. O feito coube ao nadador Paulo Camacho, do Clube Naval do Funchal. Foi o mote para o "boom" que se vem assistindo nas últimas duas décadas. Quatro anos depois, em Barcelona, já os madeirenses se apresentaram com uma representação significativa, de cinco atletas: Ricardo Fernandes (badminton), Ricardo Portela (hipismo), Paula Saldanha (judo), Paulo Martins (luta greco-romana) e João Rodrigues (vela), este último do Centro de Treino Mar, que viria a iniciar um percurso histórico.
Seguiram-se os Jogos de Atlanta1996, com João Rodrigues a “bisar” e Catarina Fagundes, velejadora do Clube Naval do Funchal, a completar a representação madeirense. Sidney2000 voltou a privilegiar a participação de apenas dois madeirenses — Marco Vasconcelos (badminton) juntou-se a João Rodrigues, mas dois paralímpicos também estiveram na Austrália: Rodolfo Alves e Alcides Fernandes. Vieram depois os Jogos de Atenas2004, com o recorde de participação de madeirenses, com o mesmo “filme” agora em Pequim2008.

Quatro medalhas para lusos?
Portugal conquista um recorde de quatro medalhas — uma de ouro, duas de prata e uma de bronze - nos Jogos Olímpicos Pequim2008, caso se confirmem os favoritismos apresentados num livro disponível no principal centro de imprensa (MPC). O livro "Sports Facts & Figures Guide — For the media", com 630 páginas, tem, no entanto, uma lacuna: Naide Gomes não surge nas 10 favoritas no salto em comprimento feminino, apesar de deter a melhor marca mundial do ano. Segundo o livro, os heróis portugueses em Pequim2008 vão ser Vanessa Fernandes, previsível campeã olímpica do triatlo, a judoca Telma Monteiro e o atirador João Costa, "candidatos" à medalha de prata em -52 kg e na pistola livre a 50 metros, e o velejador João Rodrigues, que apontado como 3.º favorito na prancha “RS:X.”.

A origem/início do evento
Os Jogos Olímpicos compõem um evento desportivo que ocorre a cada quatro anos, após o período da olimpíada, e que reúne atletas de quase todos os países do mundo, para competirem em várias categorias de desporto. Tradicionalmente costuma-se afirmar que os primeiros Jogos realizaram na Grécia Antiga no ano 776 AC, como uma importante celebração e tributo aos deuses. Tendo sido proibidos pelo imperador cristão Teodósio I em 393 da era actual, por serem uma manifestação do paganismo. Porém, em 1896, um aristocrata francês, Barão de Coubertin, recuperou os Jogos tentando reavivar o espírito das primeiras Olimpíadas, que passaram a ser realizadas de quatro em quatro anos desde então (como a tradição grega), tendo sido interrompidos apenas durante a 1.ª e a 2.ª Guerra Mundial.

Em 28 edições de Jogos Olímpicos, são muitas as prozas de atletas nacionais, com subidas ao pódio e respectivas medalhas.

Eis os medalhados:
1924 PARIS — EQUESTRE (Prémio das Nações) BRONZE: Aníbal Almeida, Hélder Martins, Mouzinho de Albuquerque e Luís Menezes.
1928 AMESTERDÃO — Esgrima (Espada por equipas) BRONZE: Paulo Leal, Mário Noronha, Jorge Paiva, Frederico Paredes, João Sasseti e Henrique Silveira.
1936 BERLIM — EQUESTRE (Prémio das Nações) BRONZE: Luís Silva, Domingos Coutinho e José Beltrão.
1948 LONDRES — EQUESTRE (Ensino por equipas) BRONZE: Fernando Paes, Francisco Valadas e Luís Silva; VELA (Swallow) PRATA: Duarte Bello e Fernando Bello.
1952 HELSÍNQUIA — VELA (Star) BRONZE: Joaquim Fiúza e Francisco Andrade.
1960 ROMA — VELA (Star) PRATA: Mário Quina e José Quina.
1976 MONTREAL — ATLETISMO (10.000) PRATA: Carlos Lopes; TIRO (Fosso olímpico) PRATA: Armando Marques.
1984 LOS ANGELES — ATLETISMO (Maratona) OURO: Carlos Lopes; ATLETISMO (Maratona) BRONZE: Rosa Mota; ATLETISMO (5.000) BRONZE: António Leitão.
1988 SEUL — ATLETISMO (Maratona) OURO: Rosa Mota.
1996 ATLANTA — ATLETISMO (10.000) OURO: Fernanda Ribeiro; VELA (470) BRONZE: Hugo Rocha e Nuno Barreto.
2000 SIDNEY — ATLETISMO (10.000) BRONZE: Fernanda Ribeiro; JUDO (- 81 kg) BRONZE: Nuno Delgado.
2004 ATENAS — ATLETISMO (100) PRATA: Francis Obikwelu; CICLISMO (Estrada) PRATA: Sérgio Paulinho; ATLETISMO (1.500) BRONZE: Rui Silva.

Fonte: Texto da autoria do Jornal da Madeira

*com adaptações

publicado por Alberto Pita às 20:59

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