03
Dez 08

O Tribunal de Júri do Funchal condenou hoje a 16 anos de prisão pelo crime de homicídio qualificado a mãe que matou a filha de dois anos que se encontrava acolhida numa instituição de solidariedade social.

O tribunal considerou a arguida, de 31 anos de idade, imputável com base na sua capacidade de discernimento e da ilicitude dos actos apesar da sua debilidade mental ligeira e da sua história de vida desestruturada.

O tribunal considerou ainda que o acto perpetrado pela Ana foi «do mais primário egoísmo» e por «um motivo fútil, repugnante, baixo, gratuito e de desprezo pela vida humana» ao causar a morte de Sofia, por a criança lhe ter sido retirada.

O caso remonta a 2 de Novembro de 2007 quando Ana, depois de ter adquirido dois pacotes de sumo e carbonato que misturou nas bebidas, deu a tomar, juntamente com bolachas, à sua filha que se encontrava numa instituição de solidariedade social por ordem do Tribunal de Família e Menores do Funchal.

Ana tomou igualmente sumo com o respectivo produto tóxico com o propósito de por também termo à vida mas quando se sentiu mal pediu leite para si a uma funcionária da instituição ignorando, no entanto, a filha.

Mãe e filha foram encaminhadas para o Centro Hospitalar do Funchal onde a Sofia acabou por falecer, tendo a autópsia concluído que a menor tinha morrido por ingestão de um produto tóxico.

O advogado de defesa vai recorrer da sentença por considerar a Ana «ininputável» continuando a arguida internada na instituição de saúde mental em que se encontrava até que a sentença transite em julgado.

Diário Digital / Lusa

publicado por Alberto Pita às 23:30

pesquisar neste blog
 
Dezembro 2008
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6

7
8
9
12
13

16
20

21
23
24

28
30


mais sobre mim