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Nov 09

Um navio está desde o dia 9 de Novembro ao largo da Madeira sem permissão para fundear ou atracar.

Segundo o jornal «Diário de Notícias» da Madeira, a embarcação é um «navio de bandeira negra, com registo do Togo». Ou seja, um potencial infractor, pois as condições em que o navio é registado e certificado não é reconhecido no espaço da União Europeia.

O jornal adianta ainda que o navio, o «Newhope», chegou à Madeira e pediu auxílio para desembarcar um ferido. Por solicitação da Capitania do Porto do Funchal, um bote do SANAS foi a 3 milhas do Porto do Funchal e garantiu o transporte de um marinheiro de nacionalidade síria, que recebeu tratamento em terra, tendo regressado ao navio.

A ida a bordo dos elementos do SANAS foi acompanhada por dois polícias marítimos, tendo um agente dos Serviços de Estrangeiros e Fronteira acompanhado o marinheiro doente ao hospital.

 

Jogo do gato

e do rato

Contudo, uma informação no Ports State Control de que o navio não estava conforme, não preenchendo todos os requisitos de segurança e com os certificados caducados levou a que a Autoridade Marítima não autorizasse a aproximação do navio, pois existem o receio de que o navio possa constituir-se uma ameaça. Por isso, o navio paira há mais de uma semana ao largo da Madeira, fora das 12 milhas, pois nenhum dos agentes locais se quis responsabilizar pelo agenciamento.

O jornal adianta que o comandante do Newhope alega falta de combustível para cumprir a viagem entre o Brasil a Índia ou para iniciar uma viagem até Canárias ou Marrocos. Queixa-se ainda de falta água e outros mantimentos.

A tripulação tem feito pedidos de ajuda via rádio. Só que as autoridades portuguesas desconfiam das razões evocadas, pois a viagem traçada obrigava a uma reserva de combustível e víveres que não se esgotava na Madeira.

Segundo o jornal, há vários dias que a Capitania do Porto do Funchal ordena, via rádio, que o navio abandone as 12 milhas, tendo o comandante informado que iria ligar a máquina e cumprir a ordem. «Um ritual que se repete há vários dias, numa espécie de jogo do gato e do rato, em que a Marinha acompanha o movimento do navio através do radar», adianta.
Fonte: Agência Lusa

publicado por Alberto Pita às 22:05

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