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Jan 10

O debate quinzenal, sobre o Orçamento de Estado para 2010, ficou marcado pela ausência de comentários ou respostas do primeiro-ministro sobre a alteração à lei das Finanças Regionais, em debate nos gabinetes parlamentares. Depois de não ter respondido às críticas lançadas por Francisco Louçã, deputado do Bloco de Esquerda, foi parco em palavras quando questionado pelos jornalistas.
«O Governo não tem falado de outra coisa nos últimos dias. O apelo do ministro das Finanças foi seguido, agora estamos a negociar na comissão». Estas foram as únicas palavras de José Sócrates, à saída do hemiciclo, que rapidamente de se apressou para a saída sem prestar mais esclarecimentos. O motivo foi só um: Sócrates não quer «interferir nas negociações».

José Sócrates referia-se ao «apelo de responsabilidade e bom senso», referido por Teixeira dos Santos, na passada quarta-feira, tendo considerado o adiamento aprovado pelos partidos como uma oportunidade para encontrar uma boa solução.
No debate quinzenal, marcado pela discussão sobre o elevado défice de 2009, José Sócrates não respondeu às questões levantadas por Francisco Louçã: «O pior ano da crise foi o ano mais baixo em termos de investimento público. E, depois, vem esta trapalhada da lei da madeira, onde o sr. Primeiro-ministro veio à introduzir um aumento de endividamento de 79 milhões de euros à Madeira. Até se diz que o ministro das Finanças contrariou essa decisão, algo que o próprio não desmentiu».
Esta sexta-feira, o Governo volta a reunir-se com a oposição para discutir a alteração a esta lei. O ministro dos Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão, recebe o PSD.

As propostas de alteração à lei têm de ser apresentadas até às 12h da próxima segunda-feira, cuja votação será feita na sexta, dia 5, antes da discussão sobre o OE.

publicado por Alberto Pita às 20:40

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