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Abr 10

O bispo do Funchal, D. António Carrilho, recordou esta sexta-feira o temporal de 20 de Fevereiro que abalou a Madeira e referiu-se às ondas de solidariedade como «verdadeiros sinais de vida e Ressurreição», adianta a Lusa.

 Na missa de celebração da Paixão do Senhor na Sé do Funchal, o bispo afirmou que a «Fé coloca-nos no seguimento de Jesus, vivendo à luz do seu mistério Pascal, que é sofrimento, morte e Ressurreição».

«Como nos adverte o Concílio Vaticano II, Jesus podia ter cumprido plenamente a sua missão redentora de outro modo, sem a cruz. Fê-lo assim para tocar o sofrimento e a morte, aquilo que é mais difícil aceitar e assumir na vida do homem, dando-lhe porém o sentido de vida e esperança na perspectiva da sua gloriosa Ressurreição», lembrou.

«Afinal, naqueles momentos de dor, Deus não estava longe, mas bem perto de todos os que sofriam, crianças, jovens e idosos, bem presente nos gestos de amor e de esperança, pois se disponibilizaram, para de algum modo, ajudar e consolar», pregou.

«Ainda perduram na lembrança e no coração de muitos as notícias e imagens dolorosas que invadiram as nossas casas aquando os sismos no Haiti, no Chile, na Turquia e das intempéries da Madeira que mergulharam milhares de pessoas numa dor indescritível», referiu D. António Carrilho.

«Este sofrimento indizível, feito destruição e morte, uniu os corações, não somente dos madeirenses e de tantos outros portugueses, mas também da comunidade internacional, podemos dizer que, no mundo de hoje, aldeia global, circulou o amor, a comunhão de vida e de esperança, em gestos de solidariedade e fraternidade, verdadeiros sinais de vida e de Ressurreição», declarou.

D. António Carrilho considerou, por isso, que «a paixão de Cristo e todo o seu mistério Pascal permanecem vivos no coração» da nossa História.

«Em todo o tempo e lugar, nos sofrimentos, medos, adversidades e incertezas, somos iluminados pela luz da Páscoa, morte e Ressurreição do Senhor, porque Deus está connosco, a superação dos limites da nossa própria natureza», afirmou o bispo.

«A sua morte violenta na Cruz é a expressão mais alta da sua entrega, de obediência ao Pai, do seu amor sem limites pela Humanidade, nela se propaga a luz da sabedoria divina e a beleza do amor do crucificado por cada um de nós», concluiu.

Fonte: JM

publicado por Alberto Pita às 21:18

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