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Mar 08
O comboio a cremalheira que foi o ex-libris do Funchal entre 1893 e 1943, que foi o único existente nas ilhas atlânticas, é o elemento comum de três novos livros que serão publicados este ano.
Em declarações à agência Lusa, António Fournier, professor na Universidade de Turim (Itália), orientador dos três projectos literários, revelou que a primeira obra surgirá em Maio, no âmbito da Feira do Livro do Funchal, estando prevista a apresentação de uma edição italiana em Outubro.

Esta primeira obra, intitulada "Doze Meses no Funchal", é uma antologia de contos de doze escritores "nascidos" na Madeira (um por cada mês do ano), a quem foi pedido que incluíssem o comboio que ligou outrora o Funchal à freguesia do Monte.

António Fournier adiantou que a grande maioria dos escritores convidados já entregou o seu conto, faltando apenas três projectos.

"Comboio Com Asas" será o título de uma outra antologia de contos que António Fournier chama "livro cosmopolita como era o comboio do Monte", pois inclui histórias de cerca de 30 escritores portugueses, sul-americanos, italianos, austríacos, entre outras nacionalidades, a quem pediu para elaborarem a história em torno do comboio funchalense.

Este livro, cujo nome é baseado no logótipo da empresa Caminho de Ferro do Monte, deverá ser publicado em Novembro, anunciou.

Em Dezembro será a vez de apresentar uma verdadeira recolha histórica, integrando o "inúmero material inédito, resultado de aturada pesquisa ao longo dos últimos sete anos" que "baptizou" com o tema "Um Comboio na Cidade: Um Fotoromance Funchalense".

O livro, a editar pela Direcção Regional dos Assuntos Culturais (DRAC), integrado no conjunto de publicações da Colecção dos 500 Anos do Funchal, deverá ser publicado em Dezembro de 2008.

"Pretende ser um documento completo a nível gráfico, fotográfico e investigativo sobre o comboio do Monte como marco inconfundível na história da cidade do Funchal na primeira metade do século XX", argumenta.

Será uma "biografia" daquele importante meio de transporte para a cidade durante cerca de 50 anos, desde "o seu nascimento, passando pelo crescimento, apogeu, decadência, "coma" e morte", acrescenta.

O livro terá uma tiragem de dois mil exemplares, onde poderão ser encontradas fotos inéditas, testemunhos da época em que o comboio esteve em funcionamento, um meio de transporte que "ainda marca o imaginário dos funchalenses" e será mote para outras obras literárias que estão na forja, concluiu.

Fonte: Texto da autoria integral da Agência Lusa

publicado por Alberto Pita às 23:26

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