Entre 30 e 40 por cento dos professores na Madeira aderiram hoje à greve convocada para contestar o modelo de avaliação, apesar de o sistema ter sido suspenso na região por decisão do Governo Regional.
A presidente do Sindicato dos Professores da Madeira, Marília Azevedo, disse à Lusa que a adesão global à greve nacional dos professores atingiu, no turno desta manhã, os 40 por cento na Região Autónoma da Madeira.
De acordo com a sindicalista, a «maior adesão ocorreu nos ensinos pré-escolar e 1º ciclo, com 61 por cento, sendo de 31 por cento no 3º ciclo e secundário».
Os números não diferem substancialmente dos fornecidos à Lusa pelo director Regional da Administração Educativa, Jorge Morgado, que falou em 29,7 por cento de adesão global à paralisação e revelou que a greve encerrou um total de 26 estabelecimentos de ensino, número confirmado por Marília Azevedo.
Fonte: Agência Lusa
O pessoal de assistência em terra tem prevista uma greve para o próximo sábado, que durará 24 horas. Já o pessoal de voo não irá parar, mas está “solidário” e não irá facilitar um dia que poderá ser o caos nos aeroportos de Lisboa, Porto, Faro, Funchal e Porto Santo.
Julho será um mês de protesto para os trabalhadores que fazem assistência em terra nos aeroportos, da Groundforce, que iniciam hoje um mês de protesto com greves parciais, manifestações e um dia de paralisação total.
Os problemas que os bloqueios feitos feitos camionistas grevistas ainda não chegaram à Madeira. Por cá não há problemas de abastecimentos de postos de combustíveis ou de entrega de alimentos frescos nos supermercados, mas o cenário poderá mudar se o problema subsistir no país. É que as reservas no continente começam a faltar, também para abastecer a Madeira.
O secretário dos Recursos Naturais da Madeira afirmou hoje que a Madeira tem alguma capacidade de exportação nas pescas mas que esta é «insuficiente» para colmatar a falta de peixe devido à paralisação nacional de sexta-feira, que acontecerá devido à escalada de preços dos combustíveis e à posição do Governo da República em não apoiar financeiramente os pescadores.
A greve dos trabalhadores dos CTT está a afectar a distribuição de correspondência nas cidades madeirenses do Funchal, Câmara de Lobos e Porto Santo, disse à agência Lusa o director regional da empresa.
O Sindicato dos Técnicos de Handling dos Aeroportos (STHA) e o Ministério do Trabalho chegaram hoje a acordo sobre os serviços mínimos garantidos para a greve de 1 a 4 de Fevereiro, disse fonte sindicado.
A Transportadora Aérea Portuguesa está a preparar alterações na sua operação de forma a dar resposta aos efeitos da greve dos tripulantes da PGA que tem início no próximo domingo, avançou a companhia aérea nacional em comunicado.