Nos últimos dois dias a Madeira tem sido fustigada por condições meteorológicas adversas, que já provocaram derrocadas, inundações e queda de árvores em quase todos os onze concelhos da Região Autónoma.
Com o aeroporto e a actividade marítima condicionados, os turistas têm sido particularmente afectados pela intensa chuva e forte vento, que, segundo as previsões, deverão manter-se até à próxima quinta-feira.
Apesar dos estragos serem bastante elevados, não há o registo de qualquer ferimento resultante da intempérie.
A ondulação no mar atingiu os sete metros hoje e as rajadas de vento chegaram aos 120 km/hora.
A costa sul da Madeira tem sido particularmente afectada, com especial destaque para o Funchal.
O Diário de Notícias do Funchal revela que «dados do Instituto de Meteorologia indicam que nas últimas 24 horas a Madeira registou quase o triplo dos níveis diários de precipitação dos últimos 30 anos referentes ao mês de Abril».
A média diária habitualmente registada nos meses de Abril é de cerca de 40 litros de água por metro quadrado, mas de ontem para hoje os níveis subiram até aos 111 litros.
Um voo proveniente de Caracas com destino ao Funchal teve, na manhã deste domingo, de aterrar no aeroporto de Lisboa devido às condições atmosféricas adversas que se faziam sentir no arquipélago da Madeira.
O Serviço Regional de Protecção Civil e Bombeiros da Madeira (SRPCBM) desaconselha, em comunicado hoje divulgado, os percursos auto e apeados nas zonas montanhosas devido à previsão de fortes ventos com rajadas que poderão atingir os 100 quilómetros/horários.
Está confirmada a segunda morte na grande derrocada no Parque Industrial dos Socorridos, ocorrida hoje à tarde, no Funchal.